Se trata mais de "não acomodar o que incomoda",creio eu.Não acho que ninguém seja obrigado a conviver com gente que não lhe faz bem (a não ser por escolha),de gente mal educada,e que se diz família pra dividir da tua felicidade mas na hora de dividir a própria,seja cada um por si,meu bem. Acho que a gente não tem que acomodar quem age de má fé,e que mente quando não omite.Que a gente não pode se acostumar com quem não tem mão pra ajudar ou pra passar uma ligação. Eu não fui acostumada,nem pretendo acostumar,com esses,essas ou issos.



Marianne Brito
Eu esperava que você soubesse,que eu entendia seu medo das responsabilidades e sua necessidade de ser cuidado;que eu sempre entendi seu lado Peter Pan. Sem crescer,sem atar laços e - o que eu anulava sempre - sem sentimento. E de tanto que eu esperei com a janela da minha alma aberta,de tanto que eu olhei pro céu,não percebi que aquele seria nosso último encontro. Depois daquele dia você voltou pra Terra do Nunca Fomos Nada. Enquanto eu enfrentei outra vez o céu de tempestade,dos Amores Perdidos.


Marianne Brito.
Me apresentei da melhor forma e tratei de te apresentar,também,ao que seria seu refúgio (além de mim). E você,tão dono de tudo,tão dono,meu.Invadiu a casa com sua decoração de flores,palavras bonitas e sorrisos;elogiou a comida como se fosse a da sua mãe,me abraçou como um pai que protege à sua filha e me amou como se eu fosse unicamente - e sempre - sua.


Marianne Mello
Eu tinha tanta coisa bonita e complexa pra te dizer,tanto sobre taquicardia,contrações cardiovasculares e as inúmeras famílias de ninfalídeos que existem em meu estômago.Tanta coisa,eu,complexa. Aí você me aparece com um eu gosto de você. Tão simples,e tão isso é tudo que eu queria que você soubesse.


                                                                                                              Marianne Brito.
Meu problema é achar que vou encontrar você nesse cara que tem o sorriso tão parecido com o seu...

Marianne B.
E depois do quarto encontro,o encontro no quarto,você me perguntou se podia ficar. E eu quis te perguntar se pra ir embora você também precisaria da minha permissão. - Começar é sempre mais fácil.Os fins são difíceis,pra mim. -  Eu te disse pra continuar mas, não por mais seis minutos e sim,mais seis vidas. Quis te dizer que já tinha pensado no nome dos nossos filhos,e como eles iam parecer com você.Quis te dizer da casa,das cores,dos outros quartos...Daí você sorriu,e eu,deitada no seu peito lembrei daquela velha lição : "um dia por vez". Então hoje você fica aqui em casa,amanhã a gente casa e nos nomes pros filhos eu penso depois.


Marianne B.

Talvez,eu nunca tenha coragem pra te fazer ler isso;e talvez eu seja mesmo apenas uma menina cega pelo medo. Você,melhor do que ninguém sabe como eu me sinto. Sabe cada reação minha diante algumas coisas. Você só não sabe o quanto está aqui,comigo,todos os dias;mais do que eu gostaria. Eu tenho medo de dizer tão claramente do meu amor por você,e prefiro acreditar que você sabe.E se não souber,um dia descobre. Você me assombra tanto quanto aquela bruxa dos olhos verdes que andava pelo meio da casa e que eu fiz Vovó Laide jogar no lixo.

Marianne M.
Você tem que aprender,em algum momento, que vai sim ter muita gente querendo te ver no chão,serpenteando ainda mais a corda bamba que é sua vida e gritando ao vento coisas suas que nem você sabia,mentiras. Vai ter lágrima,choro e arranhão. E se você quiser ouvir os aplausos não vai poder desistir. Persiste menina,se cair tenta outra vez,quantas vezes forem necessárias. Porque a rede de proteção tá lá,família e amigos. Uma ótima plateia. Todos esperando seu grande momento que chega,um dia ele chega. Olha lá,escuta,luta,faz esforço e presta atenção,uma palavra de carinho cobre qualquer outro som de palavrão.
Marianne Brito.


Aí apareceu você;e eu,que era tão decidida a não deixar ninguém chegar, não consegui te conter. Não consegui disfarçar a vontade que me deu de dividir tudo contigo,inclusive meu coração. Vamos fazer uma festa meu bem,amor à mesa,coração ao alto.
Sonho com você,e te peço : devolve meu sossego, cariño,vem pra me deixar em paz.
Marianne Brito.